agosto 12, 2009

Integridade

"Nenhum governo é melhor do que a sociedade que está por trás", pois organizações não são melhores do que os indivíduos que a compõem. Nossos pensamentos, atitudes e comportamentos individuais são refletidos nos grupos e organizações das quais fazemos parte.

Todos nós, todos os dias, estamos envolvidos em vários "jogos": relacionamentos amorosos, famílias, empresas, religiões, governos, entre outros. Todos têm suas regras e segui-las significa manter a integridade do jogo. Quando infringimos regras dos jogos dos quais fazemos parte como jogadores, outras pessoas são afetadas. Dependendo do jogo, o número de pessoas afetadas varia, assim como a intensidade do impacto.
Integridade em nosso comportamento, ser honestos, justos e dignos de confiança, são práticas necessárias para a excelência de nossas relações nas diversas organizações e nos diversos "jogos", dos quais fazemos parte. A nossa própria saúde e a saúde de nossas famílias, de nossas empresas, instituições, e sociedades depende de nossa integridade, da nossa capacidade de honrar nossas palavras, não mentir, não esconder, não "driblar" as regras do jogo, de estabelecermos relações cristalinas e abertas com nós mesmos e com outros.

Na vida geralmente parece mais fácil, divertido e até mesmo necessário quebrar regras. Mas, na verdade, ao quebrar uma regra, por mais breve ou pequeno que possa parecer, afetamos várias pessoas, muitas vezes de forma imensurável e inimaginável. E, acima de tudo, afetamos a nós mesmos e a nossa integridade, nos tornando incompletos.
Assim, para tentar entender a atuação de nossos governos, focando, por exemplo, em aspectos como corrupção e descaso com os seus cidadãos, temos também que analisar os indivíduos que compõem esses governos, os quais não são muito diferentes de nós mesmos, pois também quebramos várias regras no nosso dia-a-dia. Por exemplo, o jeitinho brasileiro é somente uma versão menor da corrupção que vemos em casos como "o mensalão". Por isso é que não se consegue uma indignação pública suficiente para forçar mudanças significativas.

Para transformarmos sociedades, suas organizações e governos temos que transformar os indivíduos com base no desenvolvimento e valorização da integridade. Pense nisso no seu dia-a-dia,
Ericka O.Erickson 

Sim, nós vamos continuar!

Sim, nós vamos continuar
sob qualquer nome, título,partido,
nós vamos continuar!
O que é proibido, para nós é permitido!
Nós temos a cúpula
Nós fazemos as alianças
Nós temos o poder
Vocês nos deram
e continuarão dando!
Vocês não nos alcançarão, nem punirão
exterminaremos quem ousar
São nossos reféns.
Sim, nós vamos continuar!

agosto 10, 2009

Quanto custa a LIBERDADE?

Liberdade não se vende. Não se compra. Não tem preço!
 
Como a Verdade assim é a Liberdade!

Mulher!Pelos direitos a que temos direito!

Atravessamos mais um milênio
Não  foram suficientes milhares de dias,horas...
Nada aprendemos com a história
Nem nos impressionamos com as ruínas das grandes civilizações
Passamos por estes séculos como turistas,viajamos!
Não nos espelhamos nos exemplos heróicos
Nada absorvemos
Nada garantimos
Nem para nós nem para nossas filhas
 
Negamos as atrocidades
Silenciamos aos apedrejamentos
Negamos nossos direitos
Nossos ventres parem machos, não homens
Nossas bundas valem euros
Nosso som silenciou à realidade
 
Mendicantes do milênio!
Mulher
Não confunda o amor a pátria,
pelo desprezo do governo em nossa relação
Não se contentem  com migalhas
Não se satisfaçam em galgar um degrau
 
Dignidade Mulher!
Pelos direitos a que temos direito!
 
07 de agosto de 2009 - 3 anos da Lei Maria da Penha
 
e que Os Caras não me venham falar da Constituição!
 
 

agosto 07, 2009

07 de agosto de 2009 - 3 anos da Lei Maria da Penha

07 de agosto de 2009 - 3 anos da Lei Maria da Penha
 
Não é momento de comemoração nem de críticas.
Não é momento para discutir seus artigos
Muito menos para opinar sobre sua constitucionalidade
 
É templo de reflexão, de união.
É tempo de prantear aquelas que se foram pela violência
É tempo de reconhecermos as formas de violência
É tempo de cobrarmos atitudes
É tempo de divulgarmos a lei
É tempo para termos os direitos a que temos direito em nosso país
 
Divulgar a Lei Maria da Penha para que um dia possamos dizer que todos e todas são iguais no Brasil.
 
Ana Maria C. Bruni
 
LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006
 
Art. 5° Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial:

I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;

II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa;

III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação.

Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual.

Art. 6° A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos.

DAS FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER

Art. 7°
São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:

I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;

II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;

III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;

IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;

V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
Lei 11.340 Lei Maria da Penha
 

Neste tópico estão todas as leis e incisos relativos a Lei 11.340.

Primeiramente o trecho da lei e após as outras leis, incisos e endereços.A lei e outras relacionadas a ela

 

Aqueles no poder

Não, não temos sentimentos éticos e altruístas
Nem sentimentos de culpa e de vergonha
Sim,abusamos de mentiras e insinceridade
Sim,mascaramos atos amorais
Não, jamais admitiremos erros
Sim, ignoramos regras éticas
Sim, fazemos intrigas
Sim, fazemos uso de manipulação e chantagem
Sim, não temos remorsos
Sim, somos promíscuos
Sim, somos irresponsáveis
Não, não nos responsabilizamos por nossas ações
Sim, faremos de tudo para alcançarmos nossos objetivos
Sim, somos racionais articuladores
Sim, estaremos sempre impunes
Sim, queremos destruir vocês
Não, suas emoções não nos incomodam
Não, não temos princípios
Sim, queremos derrubar todos os valores
Sim, somos irreconhecíveis
Sim, somos transgressores
Sim, somos indiferentes aos seus sentimentos
Sim, nossa mente é cruel
Sim,sabemos representar
Sim, somos predadores
Sim, vocês são as presas
Sim, queremos o poder
Sim, somos perversos
Sim, somos superiores

Sim, somos psicopatas
Não, não existe tratamento...
 
Conheça Os Psicopatas

Dedos Sujos

Palavras sujas
Atos sujos
Comportamentos sujos
Omissões sujas
Cumplicidades sujas
Comissões sujas

O que fariam pelo Brasil?

Se fossem brasileiros

Código de Ética e Decoro Parlamentar. RESOLUÇÃO Nº 20, DE 1993 Senado

RESOLUÇÃO Nº 20, DE 1993

Institui o Código de Ética e Decoro Parlamentar.
 
 
 
 
 
 

Galileu.. e pur si muove para o tráfico de o órgãos ou não!

A Revista Galileu publicada em 30/07/2009, traz uma reportagem sobre tráfico de órgãos
 
Paulo Pavesi em seu Blog A Verdade Nada além da Verdade diz:
 
Desafio a revista a provar que o caso Paulino é uma lenda urbana. Se aceitarem o desafio terão de reescrever a matéria. Se não aceitarem, só posso concluir que a despreparada irmã Elilda não está tão equivocada assim.

A propósito, por que não disseram que estou sob proteção do governo italiano após ter denunciado esta máfia? Esqueceram?

Na íntegra : Desafio a Revista Galileu.
 
Para ler a matéria na Revista, clique aqui
 
Na íntegra e Para saber detalhes do caso Paulinho leia: Revista Galileu: Faltou espaço - diz jornalista

Quando a moral da Casa é tomada

É necessária uma corja conivente para que casas sejam tomadas pela amoralidade,pela falta de ética,pela corrupção. Almeja a turba a derrubada dos princípios, vantagens financeiras, aliança com o poder,o próprio poder, o domínio.
Não medem esforços, artimanhas, usam de todas as leis, rebuscam artigos, resoluções, violência,arregimentam novos comparsas e seguem cúmplices na invasão.
 
Corja maldita de Imundos, poderosos e descarados conseguem o silêncio dos omissos e dos receosos de retaliações
Os olhares são intensos, ameaçadores, o som gutural revela a incoerência de seus atos passados na tentativa de ratificarem a conduta dos atos atuais.
 
Aqueles que pretendem salvar a casa encontram-se em séria desvantagem, a turba é imensa, impiedosa, inconsequente. Psicopatas em suas reações.
 
Luta-se pela Casa e seus princípios. Princípios com os quais crescemos e construímos nossa existência.
 
Alguns já perderam suas casas, o porto do retorno. Sabem estes como é a batalha, como são os ataques, como é a solidão, a indignação. Não tem volta, só combate árduo e constante, pois a corja nada receia e tem objetivos precisos.
 
Eu perdi minha Casa.Não existe acordo com Imundos. Nada poderá abalar os pilares.
 
Cuidem das Casas. Atentos com o que acontece nas Casas. Protejam suas Casas.
 
E que Deus nos ajude!
 
Ana Maria C.Bruni
Itacaré - Bahia

Não é Regimental!

Grupos adversários ameaçam outros com dôssies
 
Tropas de choque ameaçam retaliações
 
Decidem vazar denúncias de irregularidades praticadas por desafetos
 
Partidos contra Partidos
 
Denúncias contra Denúncias
 
Apelam para Regimento!
 
Estão na casa, ganham salários da casa, sabem tudo mas silenciam. Só ameaçam os outros quando são acusados.
 
Tem nome estes atos, não precisam de resoluções:
 
 Crime e Traição

LEI MARIA DA PENHA: UM COMPROMISSO PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA

LEI MARIA DA PENHA: UM COMPROMISSO PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA

A história de vida de Maria da Penha, comum a de tantas mulheres que levam no corpo e na alma as marcas visíveis e invisíveis da violência, tornou-a protagonista de um litígio internacional emblemático para o acesso à justiça e a luta contra a impunidade em relação à violência doméstica contra as mulheres no Brasil. Ícone dessa causa, sua vida está simbolicamente subscrita e marcada sob o nome de uma lei.
A Lei Maria da Penha representa inegável avanço na normativa jurídica nacional: modifica a resposta que o Estado dá à violência doméstica e familiar contra as mulheres, incorporando a perspectiva de gênero e direitos humanos da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará); rompe com paradigmas tradicionais do Direito; dá maior ênfase à prevenção, assistência e proteção às mulheres e seus dependentes em situação de violência, ao mesmo tempo em que fortalece a ótica repressiva, na medida necessária; e trata a questão na perspectiva da integralidade, multidisciplinaridade, complexidade e especificidade, como se demanda que seja abordado o problema.As leis são instrumentos para concretizar princípios, garantir direitos, fazer realidade nossa cidadania.
 
Uma lei que abarca a violência doméstica contra as mulheres em ampla dimensão - e não a trata de maneira isolada, senão conectada a políticas públicas intersetoriais - tem múltiplos desafios. O maior deles, talvez: a mudança de olhar e atitude. Melhor não poderia ser, pois, a convocatória de 2008 para a Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher: "Há momentos em que sua atitude faz a diferença. Lei Maria da Penha. Comprometa-se".Em dois anos de vigência da lei, o processo de sua implementação ainda está só começando, com avanços, obstáculos e desafios.
 
A mudança estrutural nas dinâmicas institucionais e em comportamentos culturais que a lei reflete e invoca não se opera em curto prazo. Mas urgem atitudes de comprometimento com a lei, por parte de distintos atores, que fazem e farão a diferença. Hoje, chamemos ao compromisso ao menos um ator em especial: o Poder Judiciário, particularmente o Supremo Tribunal Federal.Em virtude da controvérsia judicial que se instalou no país sobre a aplicação da Lei Maria da Penha, com decisões que afirmam tanto a inconstitucionalidade, como a constitucionalidade da lei, o Presidente da República ingressou, em dezembro de 2007, com Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC/19) perante o Supremo Tribunal Federal (STF), com o fim de obter a declaração de constitucionalidade dos artigos 1º, 33 e 41 da lei, por entender que a mesma não viola: o princípio da igualdade entre homens e mulheres (art. 5º, I, CF); a competência atribuída aos Estados para fixar a organização judiciária local (art. 125 § 1º c/c art. 96, d, CF) e a competência dos juizados especiais (art. 98, I, CF). Corretíssima interpretação constitucional.
Atitude de comprometimento jurídico-político na iniciativa presidencial.
 
Atitude de comprometimento, ainda, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que na referida ação ingressou com Amicus Curiae ("Amigo da Corte") em defesa da constitucionalidade da Lei Maria da Penha; assim como, no marco dos 25 de novembro, Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, da mesma forma o fazem Cladem/Brasil (Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher) junto com as organizações que o integram: Themis-Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, Ipê - Instituto para a Promoção da Equidade e Instituto Antígona.Qual será, pois, a atitude de comprometimento da cúpula da Justiça brasileira para com a lei nesse contexto, considerando-se ainda haver 83% de aprovação à lei pela população (pesquisa Ibope/Themis)?Por ocasião do evento público de reparação material (pagamento de indenização) e simbólica (pedido de desculpas) do governo do Ceará à Maria da Penha (07.07.08), em cumprimento às recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (Informe 54/2001), Maria da Penha afirmou: "Estou muito feliz por receber essa indenização, mas minha maior alegria segue sendo a existência da Lei 11.340/06, chamada Lei Maria da Penha, que me permite dividir com cada mulher que sofre violência nesse país.
É ela que garante que a dignidade da mulher exige respeito e que transforma a violência contra a mulher em crime contra os direitos humanos". E apontou: "há muito que se fazer para resgatar a dívida histórica para com as mulheres", indicando investimentos a serem feitos para a "desconstrução da cultura machista", com a correta aplicação da Lei Maria da Penha.
 
A declaração de constitucionalidade da Lei Maria da Penha pelo STF representará, assim, não só legítimo direito constitucional das mulheres - à igualdade, à não-discriminação e a viver livre de violência – mas também expressão simbólica de resgate dessa dívida histórica. Direito constitucional que merece, ainda, ser objeto de uma súmula vinculante, afirmando-o como jus cogens (norma imperativa), pois assim o são os direitos de igualdade e acesso à justiça em âmbito nacional e internacional, conforme entendimento da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Razão maior para que o órgão máximo da Justiça brasileira reconheça a constitucionalidade da lei e seu caráter de imperatividade, pondo fim à violência institucional que, por ação ou omissão, tolera e perpetua a violência doméstica e familiar contra as mulheres como sistemática violação aos direitos humanos no país. Em outras palavras... Lei Maria Penha: STF Comprometa-se!

* Valéria Pandjiarjian: 39; é advogada feminista, responsável pelo programa de litígio internacional do Cladem (Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher). Membro do Cladem/Brasil desde 1992; integra também a fundação e o conselho de várias organizações de mulheres no país.
 
...
 
QUER SE MANIFESTAR?

ADC 19-3 Lei Maria da Penha X STF

ADC/19 - AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE
 
ADC/19 - AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE
Origem:DF - DISTRITO FEDERAL
Relator:MIN. MARCO AURÉLIO
REQTE.(S)PRESIDENTE DA REPÚBLICA
ADV.(A/S)ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
 http://www.oab.org.br/   ouvidoria@oab.org.br
ADV.(A/S)MAURÍCIO GENTIL MONTEIRO E OUTROS

INTDO.(A/S)THEMIS - ASSESSORIA JURÍDICA E ESTUDOS DE GÊNERO 
 http://www.themis.org.br/
 http://www.themis.org.br/index.php?info=8&PHPSESSID=4b7af72e9c43078dc3e081635f876a24

INTDO.(A/S)IPÊ - INSTITUTO PARA A PROMOÇÃO DA EQUIDADE
INTDO.(A/S)INSTITUTO ANTÍGONA   http://www.antigona.org.br/  http://www.antigona.org.br/portugues.html contato@antigona.org.br
 
ADC 19

http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=19&classe=ADC&origem=AP&recurso=0&tipoJulgamento=M

 

http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADCN&s1=19&processo=19

 

Fale com STF http://www.stf.jus.br/portal/centralCidadao/mensagem.asp 
http://www.stf.jus.br/portal/centralCidadao/enviarDadoPessoal.asp
 
Praça dos Três Poderes - Brasília - DF - CEP 70175-900 Telefone: 55.61.3217.3000
 
Na jornada no STF- ação da Constitucionalidade da Lei Maria da Penha
 

Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM ouvidoria@spmulheres.gov.br 

 

E Senado e Câmara veja os e-mails em www.emaildenuncias.blogspot.com

UZA no Brasil Não! Por que convidam estes Caras para o Brasil?

Uribe
Zelaya
Ahmadinejad
 
Por que convidam estes Caras para o Brasil?
...
Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
 
Brasil
Qual é o teu negócio?
Brasil
Mostra a tua cara

UZA no Brasil Não

Uribe
Zelaya
Ahmadinejad
 
Por que convidam estes Caras para o Brasil?

Quanto custa a LIBERDADE?

Liberdade não se vende. Não se compra. Não tem preço!
 
Como a Verdade assim é a Liberdade!

A poça não seca na epidemia do descaso

A poça não seca

Nem com o sol

Prenuncio de dores

Na epidemia do descaso

A Ilha roubada da Yoani Sanchez de Cuba

De Sandro Vaia . O livro é mais do que um mero perfil biográfico. A partir dos depoimentos de Yoani e Reinaldo, Vaia contextualiza o leitor em relação a Cuba. Assim, com várias histórias sobre o cotidiano na ilha, o autor tece um retrato sobre o país e seus habitantes.
Descendente de imigrantes espanhóis, Yoani Sánchez nasceu em 1975, em Havana. Ela conta que, muito embora fosse um homem de pouco estudo, seu pai sempre gostou de ler. Assim, crescendo rodeada por livros, ela construiu uma espécie de mundo paralelo graças à literatura de autores como Victor Hugo, Balzac, Zola e Dostoiévski. Determinada a ser a primeira universitária da família, ela a princípio quis se tornar jornalista. No entanto, logo percebeu o absurdo de ser jornalista em um país sem liberdade de expressão e optou por estudar filologia.
Conheceu Reinaldo, duas décadas mais velho, quando estava na faculdade. Ele fora expurgado da profissão de jornalista em 1988, quando trabalhava no Juventud Rebelde, e seus artigos "não se alinhavam à linha editorial do jornal". Chegou a trabalhar como mecânico de elevadores para garantir o sustento. No início do casamento, eles sobreviviam vendendo coisas no mercado ilegal e dando aulas clandestinas de espanhol. Nos dias de hoje, além de continuar lecionando espanhol, eles trabalham como guias alternativos para pessoas que se interessam em percorrer os pontos turísticos não convencionais de Havana.
Mesmo sobrevivendo com dificuldade, Yoani e Reinaldo não são dependentes do Estado. Com isso, eles desenvolveram, além da autonomia material, uma certa autonomia política. Segundo ela, quando "uma pessoa não depende do Estado para comprar um televisor, quando não precisa depender de meios políticos para passar um fim de semana na praia ou para comprar qualquer eletrodoméstico, isso de alguma maneira tira o chip da obediência". A despeito da censura existente, portanto, eles procuram se comportar como pessoas livres.
Em 2004, associaram-se a um grupo de amigos e fundaram a revista virtual Consenso. Foi a primeira experiência de Yoani com a rede. A revista tinha como objetivo inicial abrir o debate, permitir que pessoas de diversos matizes políticos se manifestassem, mas logo passou a ser usada por figuras ligadas a partidos políticos como se fosse uma espécie de órgão oficial dessas agremiações. Em função disso, Yoani e Reinaldo perceberam que o melhor a fazer era se afastar e buscar outros meios para expressar suas opiniões.
Assim, com a ajuda de alguns amigos da Alemanha, criaram, em 2006, o portal desdeCuba.com para exercer o que chamam de "jornalismo livre". O portal comporta a revista Contodos e vários blogs, dentre os quais o Generación Y de Yoani e o Desde aquí de Reinaldo.
Uma vez criado, o Generación Y adquiriu notoriedade rapidamente. Um texto no portal do The Wall Street Journal foi apenas o começo. Com o passar dos meses, os acessos, os comentários e a repercussão só aumentaram, vindos de todas as partes do mundo. Como não poderia deixar de ser, os partidários do regime cubano viram em Yoani uma espécie de ameaça e passaram a espalhar boatos, como o de que ela não existiria, mas seria uma criação de intelectuais cubanos dissidentes. Outra acusação recorrente é a de que ela existe, sim, mas estaria na folha de pagamentos de alguma organização anticastrista.
Generación Y tem o acesso bloqueado em Cuba. Assim, Yoani é um caso talvez único de blogueira que não consegue visualizar o próprio blog. Para atualizá-lo, ela escreve os posts, grava-os em um disquete, vai a uma lan house e os envia por e-mail a uma rede de amigos estrangeiros. Estes traduzem os textos para o italiano, o francês e o inglês e os remetem para o servidor, que fica na Alemanha. Só então é que os posts são publicados. Posteriormente, também por e-mail e graças a essa rede de amigos, Yoani recebe os comentários dos leitores.
Dentre as várias razões do sucesso do blog, Yoani aponta o fato de fazê-lo com o rosto descoberto e usando o seu próprio nome. Segundo as suas próprias palavras, saber que "essa mulher tem um rosto, existe, está em Cuba e é real ajudou na identificação com os leitores", além de desqualificar de imediato boa parte dos ataques feitos contra ela. A revista Time colocou Yoani entre as cem pessoas mais influentes do mundo sob a rubrica "Heróis e Pioneiros". Ela, entretanto, diz preferir que seu nome estivesse sob a rubrica "Cidadãos". Como Comprar o Livro A Ilha Dourada

E os convidamos para nossa Casa...

Eu também os convidei

para A Casa.

Demonstravam ser éticos, educados,

honrados, com princípios.

Eram bem recomendados e

a si próprios recomendavam

 

Nesta nova Casa, almejava-se uma grande festa,

com todos os amigos que também assinaram os convites.

A Casa precisava de reformas,

de boa companhia, de solidez.

Conversaríamos entre sorrisos confiantes

pois o trabalho haveria de ter sido feito!

Comemoraríamos!

 

Mas qual o quê!

Após o convite

Invadiram A Casa

Tomaram A Casa

Convidaram seres pérfidos

E com a turba nefasta

Pixaram as paredes!

Demoliram os muros!

Desmataram jardins!

Devoraram os alimentos!

Roubaram as economias!

Depredaram os pilares!

 

Nas ruínas da Casa fazem festanças

Em algumas fantasiam-se os descarados como nós, de miseráveis

Em outras, entre eles nos afrontam com o chic dos gatunos

E a esbórnia depravada continua

 

Criaram muralhas ao redor da Casa

Calaram a mim e aos amigos

Na Censura aviltante,

de convidados se tornaram invasores

 

Na farra desavergonhada

Viajam para invadirem outras casas,

com plano de criarem o grande condomínio nefasto.

Seus nomes imundos invadiram ruas e palácios

Para onde olhamos lá estão os nomes dos que havíamos convidado

Recebem honrarias em outras paragens,

de outras casas tão ingênuas como nós fôramos!

 

Meus amigos aterrorizados.

Não vêem saída para a Casa em ruínas

Perguntam: Quem são estes que convidamos?

Não conseguimos expulsa-los!

E querem que os sirvamos!

 

Por que os convidamos?

Musuo Sociedade matriarcal

MUSUO - Uma Sociedade sem Violência

Fica no Sudoeste da China e é uma das últimas sociedades matriarcais.As mulheres são o sexo forte e decidem a vida de todos.O médico e jornalista argentino viveu entre esse povo e da experiência resultou um livro: O REINO DAS MULHERES.

Em Musuo, mais propriamente na aldeia de Loshui onde viveu, Ricardo Coler encontrou mulheres que são as gestoras e chefes de família, onde não existe casamento, as crianças nunca conhecem o pai e a violência não existe. Esta sociedade onde as mulheres estão no topo da hierarquia é uma das últimas ainda existentes em todo o mundo.

Aqui nenhuma mulher se pode queixar de educação machista, de diferença de oportunidades ou de tratamento desigual. Elas são as únicas proprietárias da casa de família e dos campos e têm a última palavra em todas as decisões. O apelido que usam é o da mãe. São elas que determinam o estilo de vida na aldeia. Aos homens competem trabalhos como a construção de casas.

Mas, apesar de mandarem, as mulheres não valorizam o poder da mesma forma que um homem. O exemplo disso é que "a" chefe da aldeia é um homem. Dizem que eles são mais aptos para funções comunitárias. São questões administrativas que pouco lhes interessam. A figura do chefe carece da importância que tem no Ocidente.

Apartamentos exclusivos para mulheres
Na casa familiar, gerida pela matriarca – geralmente uma anciã, mas que também pode ser jovem - , moram todos os parentes do lado materno, homens ou mulheres, da avó aos netos. Grande parte do espaço é reservado a uma divisão comum, que serve de cozinha, sala de estar e oratório. A esta, vão sendo acrescentados pequenos apartamentos individuais e exclusivos para mulheres acima dos 13 anos, a idade que marca o início da idade adulta. Aos homens é destinado apenas um quarto comum.

Casar é castigo...
As matriarcas ameaçam os filhos com o casamento quando não lhes agrada o seu comportamento. Não existe vínculo formal entre homem e mulher: cada um vive na sua casa e, à noite, eles visitam as mulheres com quem marcaram encontro. Este tipo de relação é chamado "axia", que significa "relação íntima entre amantes".
Dentro dos seus apartamentos, as Musuo podem receber visitas com toda a privacidade.

Quando os filhos nascem...
... a mulher fica dispensada dos trabalhos agrícolas durante um ano.

Pai é palavra desconhecida
E não tem qualquer importância social e afectiva. Como o casamento não existe, as crianças nunca chegam a conhecê-lo. As figuras masculinas são os tios, que ajudam a cuidar das crianças, mas com os quais não se estabelecem o mesmo tipo de laços. Só às mães cabe a educação e autoridade sobre as crianças.

Não há lugar à violência
Uma das coisas que mais impressionou Ricardo Coler foi a ausência de violência, física ou verbal. "Não é por medo de serem castigados, é por vergonha. A agressividade é vista como um desonra. A não-violência é uma das marcas dos matriarcados".
Os Musuo são uma sociedade verdadeiramente solidária, onde os velhos nunca são deixados ao abandono. "Têm um sentido de comunidade muito forte, não existe a competição desapiedada."

Uma lição de vida
Apesar de já ter visitado outros matriarcados, Ricardo Coler surpreendeu-se com o que encontrou em Loshui. "As Musuo são a mais pura das sociedades matriarcais que visitei. Todos temos ideias que nos parecem naturais e de que nunca duvidamos. Bem... muitas delas desmoronam-se na aldeia das Musuo. Isso fez-me repensar questões que acreditava serem definitivas." As sociedades ocidentais lucravam em ter mais mulheres no poder? Ricardo é realista: "Não aconteceria só por estar uma mulher no governo. Uma mulher pode estar no poder fazendo o mesmo que um homem. A boa influência não vem da mulher, mas sim do lado feminino de todos os seres humanos."

Ali "aprendi que há uma alternativa." Revista Activa, Outubro/2008 (adaptado) No Saberdesi