maio 02, 2009

Acorda meu Povo em Itacaré- Bahia

Dez anos depois da urbanização da polêmica rodovia BA 001, que cortou florestas entre o município de Ilhéus e Itacaré, já é possível fazer uma avaliação de seus impactos e resultados sócio-ambientais, e esta é uma importante linha de pesquisa para alinhavarmos quais práticas são sustentáveis para o desenvolvimento sustentável no Sul da Bahia.

A questionada "estrada ecológica" construída pelo PRODETUR, mediante compensação ambiental, numa atuação precisa da ONG ambientalista IESB, trouxe um ganho ambiental importante: a criação do Parque Estadual da Serra do Condurú, marco fundamental para um Sistema de Unidades de Conservação do Sul da Bahia.

Se o Parque foi um marco da conservação, a estrada, que também abriu essa porta, tornou-se a referência principal da primeira década de desenvolvimento intensivo do turismo no Sul da Bahia. Nesse período, como nunca antes, Ilhéus e Itacaré tornaram-se um destino procurado, conhecido e frequentado, inclusive por uma seleta constelação de cecelebridades nacionais e internacionais.
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Entre Ilhéus e Itacaré, a estrada passa pela Vila de Serra Grande, distrito do município de Uruçuca, e aí temos uma paisagem que é pura reflexão. Muito temos a refletir sobre o nosso futuro, quando nos deparamos com o o manto verde da Área de Proteção Ambiental do entorno do Parque Estadual da Serra do Condurú, num ambiente recordista mundial de diversidade de árvores, onde o forte azul do mar declara o bom estado de conservação da plataforma marítima.
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Itacaré atraiu um empresariado interessado na conservação florestal para manter seus negócios com o turismo, mas trouxe consigo outros fantasmas, como a privatização. Do ponto de vista da conservação florestal, a estrada parece ter sido boa pra Itacaré, pois no trecho ilheense, ocorre uma explosiva pressão urbana ao longa da estrada, registrando recorrentes agressões, como denunciamos em nossa reportagem Estrada Ilhéus-Itacaré: Dez Anos Depois.

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Mas a sustentabilidade do desenvolvimento não pode ser avaliada apenas pela conservação dos ecossistemas, mas pelo conjunto sócio-ambiental e econômico regional que se dissolve na paisagem. Ser verde por aqui é fazer justiça social com responsabilidade ecológica, o que requer lideranças públicas comprometidas e um senso ético comum.

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Itacaré é um dos poucos municípios brasileiros onde a campanha Desmatamento Zero atingiu êxito. A opção social pela floresta e pelo verde é perceptível e é por isso que a pequena cidade está se consolidando como referência internacional para o turismo ecológico. Mas a sustentabilidade dessa paisagem, depende, em grande parte da superação da pobreza e da exclusão social.

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Itacaré cresceu, mas alterou muito pouco sua vocação verde. No entanto, dez anos depois de tanta fama e badalação de luxuosos Resorts, a cidade recebeu pouquíssimos investimentos em sua estrutura. Até mesmo o passeio da avenida principal permaneceu igual, e só recentemente teve um tímido recapeamento de cimento.

Não podemos aceitar o nível investimentos públicos realizados nos anos pós-estrada, em políticas essenciais de infra-estrutura, incluindo-se aí um sistema de licenciamento e fiscalização mais eficiente.

O turismo sustentável nesse postal do verde atlântico precisa ser inclusivo, e ser um portal de valorização da cultura e tradições regionais, pois Itacaré é uma referencia para as comunidades tradicionais de pequenos agricultores, extrativistas, quilombolas e pescadores. A vocação indiscutível para o turismo e a conservação estão se tornando aliados da melhoria da qualidade de vida dessas populações.
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Nós acreditamos, que a integração dos nativos no que podemos denominar "Projeto Itacaré" pode servir de referência para o turismo sustentável do Sul da Bahia, e essa integração depende do diálogo permanente entre Nativos e Visitantes, ONG´s e Empresas, Governo e Comunidade.
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A OBRA QUE NÃO DEVIA TER SIDO LICENCIADA

As vezes, os governantes têm boas ideias, mas, por falta de uma boa acessória técnica - e diálogo, executam a boa ideia sem um planejamento correto. Assim, a prefeitura de Itacaré com recurso do governo federal (Prodetur - Projeto Orla), projetou centros de artesanato, cuja execução resultou em um grande equívoco.

A construção, agredindo o principal monumento arquitetônico da cidade, a Igreja Matriz de São Miguel e conjunto de casarões do século XVIII, que ainda se encontram em fase de tombamento definitivo, resultou em diversas ações no ministério público e no embargo da obra, que se traduz em perda de tempo e prejuízo.
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Embargada desde Julho de 2008 pelo Ministério Público e pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), à partir da ação da sociedade civil organizada, a obra deveria ter sido discutida com a comunidade, antecipadamente, e não poderia ter sido aprovada pelo Governo Federal.
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Já a arborização das ruas com espécies nativas foi uma ideia bem executada, até mesmo os jardins de tal obra embargada, especialmente aqueles pés de cacau, tão pouco utilizados em arborização urbana. A arborização urbana com espécies nativas sinaliza para o que pode ser muito bom em Itacaré, ser verde com justiça social e qualidade de vida para todos.

Pode ser chic mas eu acho uma sacanagem criminosa com o povo brasileiro.US$ 4,5 bilhões FMI

Sabem que por aqui o pessoal tá indo pescar para os  filhos terem o que comer? Enquanto pensam em transações comerciais futuras o povo tem fome agora!

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Brasil poderá emprestar até US$ 4,5 bilhões ao FMI, diz Mantega

Com isso, Brasil entrará no clube de credores do Fundo Monetário.Entretanto, FMI terá de solicitar os recursos ao Brasil, explicou ele.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, revelou nesta quinta-feira (9) que o Brasil foi convidado, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a fazer parte do chamado "Plano de Transações Financeiras" e, com isso, o país voltará a ser credor da instituição de crédito internacional até o fim deste mês, algo que não acontecia desde 1982. Com esta operação, poderá emprestar até US$ 4,5 bilhões ao FMI."São 47 países, que, se chamados a contribuir com o fundo, para poder viabilizar recursos financeiros, poderão fazê-lo. São países que demonstram que têm solidez nas contas externas e têm reservas. Estou aceitando o convite do fundo. É importante para nós, pois estaremos do lado daqueles que vão contribuir caso o FMI precise de recursos para financiar outros paises", disse Mantega.

Sem impacto nas reservas

Mantega esclareceu ainda que essa modalidade de empréstimos não afeta as reservas internacionais brasileiras, que permanecerão no mesmo patamar. "Isso não afeta as reservas brasileiras, que continuarão na mesma situação", afirmou o ministro da Fazenda. Atualmente, as reservas brasileiras somam US$ 201 bilhões, patamar desta última quarta-feira (8).

Ajuda aos mais pobres

O ministro explicou que, em posse dos recursos repassados pelo Brasil, e outros países, o FMI poderá fazer empréstimos para ajudar os países emergentes e, também, economias mais pobres."Os países que estão solicitando recursos do FMI são os emergentes, os mais pobres. Os países avançados não precisam de fluxo financeiro. Os Estados Unidos é o pais que causou a crise, mas é o país que mais tem reservas financeiras. Tem a maquininha de fazer dólares e tem um fluxo que vai para lá", disse ele. De acordo com Mantega, os países que deverão buscar os recursos no FMI são aqueles da América Latina e da África.

"Indiretamente, o Brasil estará ajudando estes países a normalizarem a situação de sua economia. É bom para o Brasil também, pois eles vão ter mais recursos para importar mercadorias, fazer investimentos. Com isso, movimentam a economia local e aumentam as importações brasileiras. E melhora para todo mundo", disse Mantega.

Mais aportes de recursos

O ministro da Fazenda informou ainda que há possibilidade de o país fazer novos aportes de recursos ao FMI, além dos até US$ 4,5 bilhões em empréstimos que foram anunciados nesta quinta-feira. Na reunião do G-20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o caráter democrático da reunião e questionou se não seria "chique" o Brasil emprestar dinheiro para o FMI.

"Aquela outra questão que foi mencionada no G-20 é um outro aporte que o Brasil poderá fazer quando o FMI tiver um instrumento adequado. Só podemos fazer aporte que mantenha as reservas no seu patamar. O Fundo Monetário está preparando um título especial que ele vai disponibilizar para os países que querem fazer aporte. Há países que já se dispuserem a fazer isso. Os Estados Unidos querem fazer aporte, a China, o Canadá. O Brasil também fará um aporte", explicou Mantega.

Ainda não está definido, segundo Mantega, quanto o país poderá repassar ao FMI nesta modalidade de aporte de recursos. "O valor que vamos aportar será decidido nesta ocasião [futuro]. Também será das reservas. Será como se fosse aplicação em um título, um bônus", disse o ministro da Fazenda.

No G1

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E a lei? Ora, lei vem e lei vai. Para cada tempo há uma lei.

A lei é filha da história

Idéias sobre a função social da terra

Sei que causa um choque danado nas pessoas essa história de que a função social da terra é essencial ao próprio conceito de propriedade da terra. Isto significa dizer que não existe propriedade rural a ser protegida, ou mesmo desapropriada, sem o cumprimento de uma função social. Para a mentalidade proprietária burguesa, realmente é um choque:

"Como não ser mais o proprietário e ter meu direito protegido se minha escritura está registrada em cartório? Como não posso expulsar invasores se minha terra é cercada há mais de 20 anos?"

Sim, é verdade! Escrituras antigas e amareladas e cercas cercando o nada não bastam mais para garantir a propriedade de imensidões de terra sem cultivo algum. A pós-modernidade exige muito mais do que isso, pois é na terra que são produzidos alimentos para o mundo e é na terra que estão os recursos naturais essenciais à própria sobrevivência da raça humana sobre o planeta. Ao contrário do que pensam os proprietários que ainda guardam escrituras furadas de traças em caixas de sapatos e que apenas renovam suas cercas de ano em ano, a terra não é do homem, mas é o homem que pertence à terra e é quem tem a obrigação de cuidar dela.

Choque maior ainda causa a defesa da idéia de que a ocupação de terras improdutivas - ou mesmo que estejam produzindo em desconformidade com os preceitos constitucionais exigidos para reconhecimento do cumprimento da função social – é ação legítima em busca da concretização do projeto humano sobre o planeta e do projeto constitucional de construção de uma sociedade livre, justa e solidária, fundamentada na cidadania e dignidade da pessoa humana.

Estes choques são resultados da idéia que todos nós temos de que sempre foi assim e que se a lei diz que é verdade, tem que ser verdade. O que pensamos, embora nem sempre saibamos disso, é o que nos ensinou a família, a escola, a igreja, os meios de comunicação e as leis. Então, pensando que temos um pensamento próprio, construímos 'pré-conceitos' sobre quase tudo e passamos a defendê-los como verdades definitivas e convenientes. Nem sempre percebemos que ao invés de personagens reais, não passamos de marionetes manipulados pelos Jornais Nacionais da vida. Aliás, que seria de nós ocidentais católicos sem as novelas da tarde, das seis, das sete e das oito? Sem os comerciais da TV? Sem o big brother? Sem futebol aos domingos e sem salão de beleza aos sábados? O problema é que enquanto estávamos cantarolando que queríamos ser uma "metamorfose ambulante", como pregava o rebelde Raul Seixas, o sistema nos transformava, a todo o momento, em uma "mentalidade imutável".

De todas as mentalidades, talvez a mentalidade proprietária seja uma das mais fortes que carregamos. Não conseguimos sobreviver sem a idéia da propriedade. Precisamos da propriedade. Precisamos 'ter' alguma coisa. Quem não tem, no mundo capitalista, é pobre, sem teto, sem terra, sem emprego e sem dignidade. Então, é imprescindível ter a propriedade de alguma coisa. No mínimo, precisamos ter o conhecimento formal de alguma área das ciências para conseguirmos um emprego. Quem não tem conhecimento não tem emprego e, por consequência, não tem propriedade de nada. A lógica capitalista é esta: precisamos ter conhecimento para ter emprego, dinheiro, carro, casa, telefone celular, notebook... nossas propriedades! Nesta lógica, só é importante 'ser' se for para 'ter'!

Mas nem sempre foi assim. Já houve tempo em que todos 'eram' e cada um tinha apenas o necessário para sua própria sobrevivência e de sua família. Não havia necessidade de acumulação de riqueza, da mesma forma que não havia necessidade de acumulação de propriedades. O que se produzia se consumia e o desperdício era algo incompreensível. Logo, só era necessário se produzir o que se iria consumir, pois não havia como conservar o excesso da produção. Assim perdurou até que o dinheiro foi inventado. Agora, o excesso da produção passou a ser vendido e o resultado dessa venda – o dinheiro – passou a ser usado para comprar terras e outros bens. Estava, portanto, justificada a propriedade da terra para além da necessidade da família como sendo o fruto do trabalho humano.

Ora, sendo assim, no início, como definiu o filósofo inglês John Locke, tudo era a América. Por aqui não havia o dinheiro e, consequentemente, não havia necessidade de se acumular nada. Os índios caçavam, pescavam e produziam o que necessitavam para sua própria sobrevivência. A terra significava apenas o local da produção do alimento, principalmente a mandioca. Nada mais. Ninguém precisava mais de terra do que aquela necessária à produção de alimentos para a tribo. Não havia cercas, currais de gado e nem documentos de terra.

Pois bem, assim aconteceu até que o homem civilizado e católico, por acaso ou intencionalmente, achou estas terras brasileiras. Em termos de convivência, aqui também não era o paraíso e é certo e histórico que os Tupinambás eram guerreiros e a guerra era o significado da sua existência. Um Tupinambá era formado para a guerra, independentemente de quem fosse o inimigo. O importante era lutar e depois banquetear, em festiva cerimônia, o guerreiro inimigo aprisionado para adquirir mais força e poder. Os Tupinambás lutavam contra os Tupiniquins, Tupinaés, Tapuias e contra quem mais se colocasse à sua frente, inclusive portugueses. Com estes, a guerra foi desleal e somente no recôncavo baiano, milhares de Tupinambás foram mortos por Álvaro da Costa, filho do governador Duarte da Costa, e por Mem de Sá, terceiro governador geral, sob as bênçãos do bispo Sardinha. Aliás, por ironia da história, o bispo Sardinha, o primeiro do Brasil, será também banqueteado pelos Caetés na Barra de São Miguel, costa do atual Estado de Alagoas. Dizem as más línguas que no local em que o bispo Sardinha foi assado não nasceu mais qualquer erva daninha. A antropologia moderna, no entanto, questiona a veracidade desta comilança do bispo. Ora, se os índios comiam outro guerreiro para adquirir sua força e coragem, por que comeriam um bispo velho, barrigudo e branquelo ?

É muito intrigante imaginar que a Igreja considerava pecado andar sem roupas e ter várias mulheres, mas não era pecado escravizar e matar os "gentios" ou escravizar negros africanos. Às vezes fico pensando que Deus deve perder tanto tempo buscando justificativas para perdoar os pecados da Igreja que não sobra tempo, apesar da sua onipotência, para cuidar dos problemas menores dos pobres do mundo. Mas isto não é privilégio de uma época. A história da humanidade é permeada de ações católicas que devem ter "enchido o saco" de Deus. Na inquisição, por exemplo, não sei com Deus não morreu de vergonha da Igreja. Como dizia uma freira amiga, "certos Papas só vão para o céu quando morrem por conta da infinita misericórdia de Deus".

Voltando ao nosso caso, antes da invenção brasileira baseada na propriedade da terra em grandes proporções para uns poucos, tivemos outras oportunidades para inventar uma nação diferente, baseada na liberdade dos costumes, sem regras morais católicas, sem propriedade privada, sem roupas, sem repressão... certo que os Tupinambás eram guerreiros, mas também era possível conviver com eles, como assim fizeram os franceses por muitos anos.

A primeira oportunidade de invenção de uma nação brasileira baseada na liberdade e no folguedo foi a deserção de dois grumetes da esquadra de Cabral - há quem diga que foram mais de dois - e alguns degredados que por aqui ficaram, deslumbrados com o novo mundo, quando Cabral, depois da primeira missa, seguiu em busca de um caminho para a Índia. Dizem também que alguns Tupiniquins seguiram com a esquadra em direção à Índia e outro embarcou na nau que retornou para Portugal levando a boa nova do "achamento". Não sei o que aconteceu com o Tupiniquim que foi conhecer a corte, mas há notícias de que os outros morreram em um naufrágio no Cabo das Tormentas, que depois passou a ser chamado de Cabo da Boa Esperança.

Voltando a nossa história, o certo é que ficaram entre os Tupiniquins, em abril de 1500, alguns homens brancos com sua história, cultura e costumes em meio aos índios e índias. Fulerando, folgando, tomando banho de rio, tomando cauim... Pois bem, vamos imaginar que Cabral e outros navegadores da época – Colombo, Vespúcio, Magalhães... – tivessem se deparado com grandes monstros marinhos e abandonado os mares por cinqüenta ou cem anos. Ora, nossos Tupiniquins saberiam da existência de homens brancos que viajavam em grandes barcos e teriam alguns deles em sua companhia, mas continuariam vivendo e evoluindo segundo sua própria lógica e costumes. Pois é, o Brasil bem que poderia ter sido inventado por índios, grumetes desertores e degredados. Todos folgando e tomando cauim... Não deu certo.

Poucos anos depois, por volta de 1510, não se sabe ao certo como, apareceu nas praias de Salvador um náufrago, o português Diogo Álvares, a quem os Tupinambás chamaram de Caramuru, que logo se juntou com a bela índia Paraguaçu. Dizem que Caramuru tinha outras mulheres índias, apesar de sua moral católica, e que teria deixado dezenas de mamelucos no recôncavo baiano. Para Diogo Álvares, era pecado ter mais de uma mulher e andar sem roupas por aí, mas para Caramuru certamente era importante aproveitar da hospitalidade dos Tupinambás. Pois é, o Brasil bem que poderia ter sido inventado por índios Tupinambás, Caramuru, Paraguaçu e sua descendência, sem pecado, sem propriedade e sem dinheiro... Não deu certo.

Além de Caramuru, outro náufrago português viveu com os índios antes da chegada da expedição de Martim Afonso de Sousa, em 1530. Conta a história que João Ramalho teria chegado ao litoral paulista em 1513 e tivera vários filhos com a índia Bartira, filha do cacique Tibiriçá, da tribo dos Guainases. Como era de costume, João Ramalho também deixou dezenas de mamelucos no planalto paulista. Não sei se Caramuru e João Ramalho se conheceram ou se tiveram contatos com os degredados e grumetes de Cabral, mas a conta já é grande de portugueses e mamelucos no Brasil antes do início oficial da ocupação, em 1530. Não é loucura pensar, portanto, que Caramuru e João Ramalho bem que poderiam ter se encontrado para selar a paz entre os Tupinambás e seus inimigos. Neste clima de paz, quem sabe, os índios unidos teriam resistido à ocupação e hoje o Brasil seria um país com dezenas de línguas, culturas diversas, sem nordeste pobre e sudeste rico, com uma vasta mata atlântica, rios limpos... não deu certo também.

Estavam perdidas, portanto, as oportunidades históricas de uma invenção diferente para o Brasil. Nosso destino seria mesmo o ufanismo de Brasil potência e daquela história mais recente: "Brasil, ame-o ou deixe-o"!

O fim dessa história todos nós sabemos. O Brasil foi inventado, dezenas de anos depois do "achamento", para plantar cana-de-açúcar, criar gado, exterminar os índios selvagens, escravizar negros africanos, explorar o ouro e estabelecer a propriedade privada da terra através de capitanias hereditárias e imensas sesmarias. Poderia ter sido diferente, mas não foi. A história que se conta hoje é a história dos vencedores. A história que se conta é a de Cabral, Martim Afonso, Tomé de Sousa, Duarte da Costa, Mem de Sá, das capitanias e das sesmarias. Índios, degradados, posseiros, negros, pequenas posses de terra e os demais vencidos não tem história para a historiografia, mas ainda podem resgatar um dia a sua própria história.

Tudo isso, por fim, foi para dizer que nem sempre foi assim, que poderia ter sido diferente e que pode ser diferente hoje. A mentalidade proprietária é uma invenção burguesa da mesma forma que também o é a lei criada para proteger esta propriedade. Portanto, isto a que nos apegamos hoje como sendo um direito natural, não passa de uma construção histórica recente, uma invenção, uma criação daqueles que ocuparam as terras e mataram os que aqui já estavam.

Sendo assim, falar em função social da propriedade da terra, em vista da história da invenção brasileira, não é coisa de outro mundo, mas desse mundo brasileiro mesmo. Se já fomos – lá eles – capazes de inventar uma nova forma de relacionamento com a terra, também podemos inventar outra. A história é assim. Vem uma idéia nova e vai uma idéia velha. O novo nasce do velho, que resiste até morrer. Daí, começa tudo de novo... O importante é ter em mente que o presente é diferente do que já 'foi' e o que 'virá' também será diferente do que 'é' e do que já 'foi'. Isto é inevitável, apesar de uns e outros.

E a lei? Ora, lei vem e lei vai. Para cada tempo há uma lei. Não é a lei que determina o tempo e a história. Ao contrário, a lei é o resultado da superação das contradições da história. Se existe dúvida em relação a quem nasceu primeiro, se o ovo ou a galinha, o mesmo não se pode dizer em relação à lei e a história. A lei é filha da história. Assim sendo, aqueles que lutam fazem a história e os que ficam apenas observando escrevem a lei. Vai ser sempre assim, eu acho...

Voltando ao começo da conversa, eu não entendo como alguém pode ainda pensar, nesta quadra da história, que é o "proprietário" de uma vasta extensão de terra simplesmente por conta de uma escritura registrada em cartório ou por conta de quilômetros de cerca de arame farpado cercando o nada. E o pior : continuam pensando que o Direito existe para proteger sua "propriedade" contra os "não-proprietários". E o pior de tudo : muitos juízes ainda pensam que é assim mesmo!

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Gerivaldo Alves Neiva*Juiz de Direito da comarca de Conceição do Coité/BA

Do Migalhas


 

Meu Deus voces estão matando e deixando matar no Rio e na Bahia!

No Rio a matança continua quem denuncia é morto, quem o matou é morto, quem não sei o que é morto!

Na Bahia a matança  é igual veja o caso Cotrim. todos morrem! Em quem confiar?
 
Onde estão os governantes destes estados que não param com este extermínio?
 
Sou carioca e vivo na Bahia estou horrorizada com tantas mortes, tanta impunidade,tanta violencia em tantos casos  escusos!

No Rio pelo menos um dos suspeitos ainda está vivo!

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Polícia prende suspeito de envolvimento na morte de ex-coronel da PM

Francisco Spargoli era também ex-subsecretário de unidades prisionais.
Ele foi morto durante um assalto em Niterói

 
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    Governador

    Governador

    "Indivíduo responsável por governar uma unidade da Federação ou o Distrito Federal"
    Fonte: Redação Brasil Profissões

    O que é ser um governador?

    O governador é o profissional eleito por vias democráticas para representar o poder executivo no governo de um estado da federação, ou do Distrito Federal. O governador é eleito para um mandato de quatro anos, permitida a reeleição pelo mesmo período de tempo. Esse profissional exerce a direção superior de um estado, participa dos processos jurídicos, políticos e administrativos. As constituições dos estados e a lei orgânica do Distrito Federal dispõem sobre as competências, atribuições e responsabilidades do governador. O governador do Distrito Federal, pela singularidade dessa unidade, tem funções parecidas com a do prefeito, uma vez que essa unidade já foi o Município Neutro.

    Quais as características necessárias para ser um governador?

    Para ser um governador é necessário que o indivíduo entenda as raízes dos problemas sociais e urbanos, ter noções da história do país e do estado. Além disso, o governador precisa entender da economia e do contexto em que o estado está inserido para conseguir administrá-lo corretamente. Conceitos de direito e de legislação também são importantíssimos. Outras características interessantes são:

    • vontade de ajudar a resolver os problemas sociais
    • pró-atividade
    • capacidade de liderança
    • responsabilidade
    • capacidade de observação
    • capacidade de distinguir prioridades
    • capacidade de organização
    • dinamismo
    • metodologia

    Qual a formação necessária para ser um governador?

    Não existe formação mínima necessária para ser um governador, embora seja imprescindível que o indivíduo seja esclarecido e consiga enxergar os problemas sociais e políticos existentes no estado. Também é necessário que o profissional entenda de administração, direito e economia, além de outros conceitos fundamentais na gestão de um estado.

    Principais atividades de um governador

    Algumas das atribuições de um governador são:

    • nomear e exonerar os Secretários de Estado, ou ocupantes de cargos equivalentes, o Procurador-Geral do Estado, o Defensor Público-Geral do Estado, o Auditor-Geral do Estado e o Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado
    • sancionar, promulgar e fazer publicar as leis
    • expedir decretos e regulamentos para a execução das leis
    • vetar projetos de lei total ou parcialmente
    • dispor sobre a organização e funcionamento do Estado
    • decretar e executar a intervenção nos municípios
    • remeter mensagem e plano de governo à Assembléia Legislativa, solicitando as providências que julgar necessária
    • nomear os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado
    • exercer o comando superior da Polícia Militar, promovendo e nomeando oficiais
    • enviar a Assembléia Legislativa planos plurianual de investimentos, projeto de lei de diretrizes orçamentárias e propostas de orçamento
    • prestar, todo os anos, contas à Assembléia Legislativa sobre o ano de exercício anterior
    • prever e extinguir cargos públicos

    Áreas de atuação e especialidades

    O governador representa o poder executivo dentro de um estado e é auxiliado por seus secretários. De acordo com a divisão dos poderes prevista na Constituição, cabe ao poder executivo exercer as funções de chefia de estado e de governo, de administração da coisa pública, de fiscalização da aplicação das leis e de realização de propostas de leis de sua competência. No caso dos governadores, eles representam a chefia de cada uma das unidades da Federação, auxiliados pelos vice-governadores e pelos secretários de estado. No Brasil, o poder executivo é monocrático, ou seja, exercido por uma só pessoa, representada no âmbito federal pelo presidente, no estadual pelo governador e no municipal pelo prefeito. A estrutura do poder executivo estadual se assemelha à do federal, porém varia de acordo com as constituições estaduais, aprovadas pelas Assembléias Legislativas.

    Mercado de trabalho

    Governador é um cargo público, eleito por vias democráticas, ou seja, através de eleições, onde a população vota no candidato que acha mais competente para assumir o cargo. Se o candidato vencedor não obtiver mais de 50% do total dos votos, a eleição vai para o segundo turno, onde os dois primeiros colocados disputam o voto da população.

    Curiosidades

    No Brasil, o governador é escolhido através de eleições diretas, ou seja, um sistema democrático.
    Nos EUA, a situação é parecida, porém o sistema de votos é distrital, portanto para ser eleito é necessário obter a maioria absoluta dos votos.
    Em países que não possuem sistema de voto popular, como a China, quem elege o governador é o presidente, que é eleito por uma Assembléia do povo.
    Já nos países baixos (Holanda do Norte e do Sul, e suas províncias) quem nomeia o governador é o primeiro-ministro.
    Em países onde o sistema é de reinado, o governador das províncias é nomeado pela rainha e deve ser um lord ou cavaleiro da corte inglesa.
    Em lugares de sistema parlamentar, quem nomeia os governadores é o poder central, porém as câmaras locais são eleitas pelo voto distrital.

    "Na terra de Rui Barbosa, não podemos mais admitir analfabetos", afirma governador Jaques Wagner

    Falando para um público que o aguardava com uma certa inquietude, na manhã de um sol bastante forte do último sábado, 07/02, o governador do estado da Bahia, Jaques Wagner, expressou a sua preocupação em poder – ao lado do governo federal e dos prefeitos do seu estado, combater o alto índice de analfabetismo que atinge a região nordeste, com destaque para o estado da Bahia.
    Acompanhado de secretários, deputados, vereadores e do prefeito da cidade de Eunápolis, Robério Oliveira, o governador afirmou em palanque que é preciso a união de todos para o combate de alguns itens que preocupam os governos municipal estadual e federal. Afirmando que "Na terra de Rui Barbosa, não podemos mais aceitar analfabetos", Jaques Wagner conclamou a todos a se engajarem na luta pelo combate a este entrave que vem deixando uma parcela do povo brasileiro isolado da civilização.
    Coincidentemente, na reunião do presidente Lula com os prefeitos de todo o Brasil, entre os dias 10 e 11, foram citados tópicos importantes listados pelo presidente como forma de chamar a atenção de todos para as ações que deverão ser postas em prática e com urgência. Depois de falar sobre o número de analfabetos na região nordeste, com o índice alarmante de 19.9%, Lula citou também a questão da falta de certidão de nascimento que tem deixado muitos dos brasileiros sem reconhecimento. Ao seu ver, é preciso que os prefeitos façam um mapeamento e busquem ao lado de entidades e associações, uma forma de fazer com que toda criança seja batizada após algumas horas do seu nascimento. "O governo federal dará todo o suporte para que estas e outras ações  sejam  postas em prática o quanto antes", afirmou o presidente.

    No Teixeira News

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    Deputado denuncia governador por improbidade administrativa.  O deputado João Carlos Bacelar (PTN), denunciou o governador Jaques Wagner (PT) à Procuradoria Geral de Justiça por improbidade administrativa devido não estar cumprindo a legislação vigente que determina para a Educação Básica a carga horária mínima de 800 horas e de 200 dias letivos de efetivo trabalho escolar. "O início do ano letivo estava previsto para começar 16 de fevereiro e foi adiado para 2 de março, através da portaria 4980/09. Mas, para surpresa de todos nós, ocorreu um atraso injustificado no início do ano letivo por mais de um mês do previsto, o que vem causando sérios prejuízos para mais de 1,2 milhão de alunos", enfatizou Bacelar na ação.

    O deputado ressaltou ainda que a imprensa baiana tem divulgado, através de matérias jornalísticas, a ocorrência injustificada no atraso do início do ano letivo na rede pública estadual, sendo que em algumas das escolas sequer começou o ano letivo. Tanto a Secretaria de Educação do Estado quanto o governador justificam o atraso na reforma das escolas. "Isso não procede uma vez que o governador teve todo o mês de janeiro e fevereiro para realizar as reformas necessárias, mas deixou para fazê-las poucos dias antes do início das aulas, demonstrando falta de compromisso com a rede pública de ensino", afirma o deputado na ação.

    Bacelar lembra ainda que nem mesmo adiando o início das aulas para 2 de março resolveu o problema dos alunos que continuam sem aulas, seja por questões de instalações físicas, seja por falta de professores. "São conjecturas do governo informar que vai cumprir o estabelecido na Lei 9394/96, pois é humanamente impossível cumprir o calendário escolar de 200 dias/aulas apenas em 2009, mesmo que as escolas funcionem sábados, domingos e feriados, o que sabemos que não ocorrerá, como também não aconteceu em 2007 quando o esquema de reposição de aulas não saiu do papel", diz o parlamentar na ação.

    "Cabe ao Estado assegurar o acesso de todos os baianos a uma escola pública de qualidade e gratuita, bem como cumprir o calendário escolar. E ao Ministério Público zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância aos direitos assegurados na Constituição. Daí porque solicitei ao Ministério público que instaure inquérito civil a fim de que sejam apuradas as irregularidades e responsabilizado o governador Jaques Wagner", conclui o deputado.

    do Jorge Roriz

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    Qual o objetivo de governo em  manter o povo baiano esfaimado,doente,drogado e ignorante?

    Itacaré - Bahia

    Ana Maria C. Bruni

     

    " Quem manda aqui sou eu "

    " Quem manda aqui sou eu "

    Um dia a maioria dos brasileiros escutará esta frase e deverá emudecer.
    Conhecerão então o que é o medo, desamparo,indignação.
    Saberão o que e estar só em sua própria pátria.
    Conhecerão o outro lado do paraíso
     
    Ana Maria C. Bruni

    Penhor da IGUALDADE

    Se o penhor dessa igualdade

    Conseguimos conquistar com braço forte,

    Em teu seio, ó Liberdade,

    Desafia o nosso peito a própria morte!

     

     

    O Judiciário vem se afastando das leis e da Constituição

    Juslegal diz que Judiciário brasileiro vem se afastando das leis

    Criada em setembro passado por cidadãos de várias profissões, a Juslegal começou suas atividades com a realização da I Conferência Juslegal, que reunião os juristas Modesto Carvalhosa e Adão Sérgio do Nascimento Cassiano, no dia 16 daquele mês, com a participação de 520 pessoas. A gora, cinco meses depois, está impresso e começa a circular o primeiro jornal da entidade, com 16 páginas e abordando diversos temas referentes ao estado democrático de direito.Na instalação, o advogado Mário Madureira, presidente da entidade, disse que "o objetivo é a difusão de informações, a promoção de debates e a defesa das garantias do estado democrático de direito, constantemente afrontadas por distorções, abusos e desvios na órbita dos poderes e governos e no setor privado, especialmente fornecedores de serviços a grandes contingentes da população, como os bancos, empresas de telefonia, cartões de crédito, planos de saúde, entre outros".

    Em geral, tanto no setor público como no dos negócios privados, tais anomalias são facilitadas pela falta de transparência e pela fragilidade dos controles e sistemas de fiscalização da gestão e do gasto públicos, assim como pela desinformação, desorganização e escassa capacidade de agir consistentemente da cidadania.
    Quase tudo isso é já bastante conhecido. "O novo - e desconcertante - foi constatar que o Judiciário vem se afastando das leis e da Constituição, criando hipóteses normativas contrárias às leis, julgando contra o conhecimento não só jurídico, ensinado nas universidades e na doutrina, mas também o de outras áreas, se alçando a uma perigosa condição de despotismo que não se pode mais ignorar" - foi, também, uma das manifestações de Madureira.

    O jornal também traz uma espécie de dossiê especial, comentando anomalias constatadas em julgamentos de casos em que a Brasil Telecom é ré, como sucessora da CRT, além dos privilégios de que tal empresa tem desfrutado em alguns setores do Judiciário.O jornal mostra a insegurança jurídica gerada pelas guinadas do STJ na jurisprudência consolidada, sem a fundamentação exigida pela Constituição e sem a observância de requisitos nunca dispensados pelos mesmos julgadores em quaisquer outros processos.

    A publicação comenta também as palavras do ex-presidente do STJ, Humberto Gomes de Barros que - antes de se aposentar em julho do ano passado - afirmou que "o STJ, em lugar de ser um farol, estaria atuando como na brincadeira chamada ´banana boat´, que com bruscas guinadas derruba os viajantes no mar". Textualmente, o que Gomes de Barros disse à época foi que "o STJ foi concebido como um farol, e não como uma bóia à deriva" .

    No jornal Juslegal, uma entrevista com Modesto Carvalhosa considera não apenas ilegal o critério dos balancetes mensais. O jurista define os critérios praticados pelo na guinada do STJ para aferir o preço de emissão das ações, como "surreais e inexequíveis", constituindo-se na "maior aberração jurídica que vi em toda a vida como profissional do direito".

    Há ainda interessantes lições dos juristas Adão Sérgio do Nascimento Cassiano (que foi desembargador do TJRS até junho de 2008) e Lenio Streck (procurador de justiça), sobre os limites do ato de julgar.Cassiano ensina que "a legitimidade e autoridade da decisão judicial depende de ser fundamentada e justificada por argumentação jurídica racional que respeite o conteúdo semântico mínimo do direito positivo vigente e os requisitos constitucionais", o que não vem ocorrendo com a guinada que o STJ deu ao mudar o norte decisório nas ações contra a Brasil Telecom.E Lenio afirma que "interpretar a lei não é um ato de vontade do juiz, não cabendo ao julgador se sobrepor ao que determinou o legislador, caso em que se estará diante de decisionismo, não aceitável no estado democrático de direito".

    O jornal Juslegal aborda também o caso das irregularidades das Câmaras Especiais do TJRS, somente em parte corrigidas pelo TJRS no final do ano passado, depois de a instituição perceber que iria ter desfecho negativo no CNJ, em razão da reclamação de 1.297 advogados, protocolada em maio de 2008.

    Juslegal  No Poemas  e Conflitos

    março 31, 2009

    Violência escolar e o fenômeno bullying

    A responsabilidade social diante do comportamento agressivo entre estudantes

    Janaína Rosa Guimarães*

    Tem-se por princípios norteadores do caráter e formação do ser humano àqueles conhecidos e esculpidos em sua personalidade desde tenra idade. Para isto, família e escola são pilares fundamentais de sustentação de valores aptos a basear conceitos morais e sociais que seguirão por toda uma vida.

    Para que se preserve a harmonia de uma vida em sociedade, importante uma noção clara de princípios morais e sociais basilares. Em linhas gerais, a educação de uma criança, sobretudo à noção de respeito ao próximo, é tarefa dos pais. Quem pariu Mateus, que o embale! Contudo, no papel de fortalecer conceitos de civilidade e convivência social, estão, secundariamente, as cadeiras escolares.

    Neste cenário, temerário quando cabe ao Judiciário, como força estatal, intervir na tentativa de resgatar conceitos básicos de vida em sociedade, acendendo um sinal de alerta a todos nós quanto à necessidade de se resgatar princípios básicos não só do direito, mas da condição humana.

    Em decisão inédita proferida pelo TJ/DF, os desembargadores, por unanimidade, condenaram uma instituição de ensino a indenizar moralmente uma criança pelos abalos psicológicos decorrentes de violência escolar praticada por outros alunos, tendo em vista a ofensa ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.

    Não obstante outras decisões envolvendo violência escolar, têm-se como decisão pioneira eis que relatou abertamente um fenômeno estudado por médicos e educadores em todo mundo - o bullying.

    Leia a ementa - O termo bulling -

    A responsabilidade da escola

    A responsabilidade dos pais

    As consequências no ambiente escolar e na sociedade

    *Advogada redatora e membro da equipe técnica ADV–Advocacia Dinâmica, da COAD - Centro de Orientação, Atualização e Desenvolvimento Profissional

    Do Migalhas

    CNJ VOLTA A BAHIA PARA AVALIAR O JUDICIÁRIO


    Processos que não andavam serão analisados

    Um dos principais objetivos da segunda inspeção do Conselho Nacional de Justiça no Judiciário baiano, dias 12 e 13 de abril, é verificar o andamento de processos que estavam paralisados.
    Leia mais no site do Topa Tudo
    Clique AQUI para acessar o Relatório Final da primeira inspeção do CNJ na Bahia.

    Com a palavra a Justiça brasileira

    Pátria não é ninguém, são todos. Não é uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo. É o céu, o solo, o povo, as tradições. A consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da Lei e da Liberdade."

    " um crime não pode criar direitos, não pode gerar conseqüências legais a favor do seu agente contra as suas vítimas"
     
    Rui Barbosa (o apóstolo de todas as liberdades)

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    Exmo Sr Presidente do Brasil Lula da Silva

    O que está pretendo fazer do Brasil?
     
    Nos respeite antes de falar em nosso nome para outras nações , leia por favor e aprenda:
     
     "Declaração Universal dos Direitos do Homem"
     
    Artigo 1

    Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

    Artigo 2

    I) Todo o homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

    II) Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.
     
     
    Na integra no  Blog Nossos Direitos Humanos
     

    Lula diz que crise foi causada por "brancos de olhos azuis" e cobra decisões no G20

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que a crise financeira mundial foi causada por "gente branca de olhos azuis" e que não é justo que negros e índios paguem a conta da crise. "É uma crise causada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis, que antes da crise pareciam saber tudo e agora não sabem nada", afirmou, diante do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e da imprensa britânica --quase todos com perfil semelhante ao descrito pelo presidente.

    da Folha Online, em Brasília

    ....

    Em 26 de  março de 2009 palavras do Presidente do Brasil " a crise financeira mundial foi causada por "gente branca de olhos azuis"

    Por que tanto comportamento irracional de um chefe de nação? Efeitos da marolinha?

    Nos próximos dias Lula e Obama definirão propostas no G20. Caso o atual  Presidente dos Estados Unidos crie crise com o Brasil como será que será definido?

    Psicopatas e Malignos

    Síndrome do Narciso Maligno

    narciso

    Autores psicanalíticos consideram a Psicopatia como uma grave patologia do Superego como sendo uma Síndrome de Narcisismo Maligno

    A estrutura de tipo narcisística do psicopata teria a seguintes características: auto-referência excessiva, grandiosidade, tendência à superioridade exibicionismo, dependência excessiva da admiração por parte dos outros, superficialidade emocional, crises de insegurança que se alternam com sentimentos de grandiosidade
     
     
    Mentiras sistemáticas e Comportamento fantasioso. 
    O psicopata utiliza a mentira como uma ferramenta de trabalho. Normalmente está tão treinado e habilitado a mentir que é difícil captar quando mente. Ele mente olhando nos olhos e com atitude completamente neutra e relaxada.O psicopata não mente circunstancialmente ou esporadicamente para conseguir safar-se de alguma situação. Ele sabe que está mentindo, não se importa, não tem vergonha ou arrependimento, nem sequer sente desprazer quando mente. E mente, muitas vezes, sem nenhuma justificativa ou motivo.Normalmente o psicopata diz o que convém e o que se espera para aquela circunstância. Ele pode mentir com a palavra ou com o corpo, quando simula e teatraliza situações vantajosas para ele, podendo fazer-se arrependido, ofendido, magoado, simulando tentativas de suicídio, etc
    .
     
     

    Onde estão os novos guerreiros para construir uma nova praça?

    A escultura Os Guerreiros, mais conhecida como Os Candangos, está localizada na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

    Erguida em 1959, a escultura de Bruno Giorgi é uma homenagem aos 80 mil trabalhadores responsáveis pela construção da capital.

    Declaração Universal dos Direitos da Mulher"

    Direitos Humanos da MULHER

      

    A HUMANIDADE  proclama a presente "Declaração Universal dos Direitos da Mulher" como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

    Artigo 1
    Todas os mulheres nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas  as outras com espírito de fraternidade.

    Artigo 2
    I) Toda a mulher tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

    II) Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.

    Artigo 3
    Toda a mulher tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

    Artigo 4
    Nenhuma mulher  será mantida em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos estão proibidos em todas as suas formas.

    Artigo 5
    Nenhuma mulher  será submetida a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

    Artigo 6
    Toda mulher tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.

    Já que não respeitam os Direitos Humanos Universais, Vamos Mulheres criar os Direitos Humanos da Mulher!

    http://www.territoriomulher.com.br/index.asp?i=25/11/2007

    A pretensão punitiva não é eterna

    Prescrição da punição disciplinar

    Marcos Braid*

    A pretensão punitiva não é eterna. O decurso do tempo, aliado à inércia do seu titular, faz nascer a prescrição desse direito de ação.

    No direito administrativo disciplinar não é diferente. A partir do momento em que um funcionário comete uma infração, nasce para administração o direito de apurar e puni-lo. Porém, se ela permanece inerte por determinado tempo e não promove a responsabilização do servidor, esse direito de punição prescreve.

    Sobre o tema o doutrinador Armando Pereira ensina que1 "a toda infração disciplinar corresponde uma sanção da lei. A autoridade incumbida de aplicar a penalidade, entretanto, tem um prazo para fazê-lo. Lançará a punição, no momento adequado, no calor da infração, a fim de alcançar os efeitos psicológicos a que visa. Caindo em inércia, perdeu a oportunidade de colimar o principal objetivo, que é o de assegurar a ordem e a disciplina administrativas. A inércia, por maior lapso de tempo, significa que a autoridade deseja relegar a infração ao esquecimento. E há regras positivas que obrigam ao esquecimento, desde que não aplicadas, de logo".

    A Administração Pública deverá observar o prazo estabelecido no regime disciplinar aplicável ao servidor transgressor. Se assim não o faz, deixando de exercer esse direito dentro do lapso temporal previsto em lei, perece o direito de punição disciplinar.

    Outro ponto de suma importância que merece atenção gira em torno da interrupção do prazo prescricional pela existência de sindicância. Isso porque o STJ já assentou o entendimento de que "a sindicância só interromperá a prescrição quando for meio de apuração de infrações disciplinares que dispensam o processo administrativo disciplinar", não servindo para tanto "quando é utilizada com a finalidade de colher elementos preliminares de informação para futura instauração de processo administrativo disciplinar"2.

    Outra questão de não menos importância é que, uma vez interrompido o prazo prescricional, a Administração deverá observar o prazo legal para conclusão da sindicância ou processo administrativo. A inobservância desse prazo de conclusão faz cessar a interrupção da prescrição, consoante jurisprudência do STF acerca da matéria: "a interrupção prevista no § 3º. do art. 142 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990 (clique aqui), cessa uma vez ultrapassado o período de 140 dias alusivo à conclusão do processo disciplinar e à imposição de pena – artigos 152 e 167 da referida Lei – voltando a ter curso, na integralidade, o prazo prescricional"3 Tal posicionamento encontra-se ressonância com o STJ, onde se destaca dentre os inúmeros julgados:

    "Conquanto o § 3º do art. 142 da Lei 8.112/90 determine que a abertura de sindicância ou a instauração de processo administrativo interrompe a prescrição, até a data da decisão final proferida por autoridade competente, o efeito obstativo do reinicio do curso prescricional desaparece a partir do prazo legal."4

    Portanto, até como forma de assegurar a normalidade da ordem jurídica, a Administração possui limites no seu direito de punir o administrado, e um deles é o temporal, de modo que não cabe a ela punir o servidor faltoso depois de bastante tempo do cometimento da infração disciplinar. Assim fazendo, ou sendo permitido esse proceder, estaria instalado o caos e o império da insegurança jurídi

    Do Migalhas

    fevereiro 27, 2009

    Escolas da vida brasileira

    Sabe o que se vê?
    No mínimo 60% dos que são denominados favelados
    O resto é confete de última hora que nem o refrão de
    "Liberdade,liberdade abre as asas sobre nós "sabem
    da escola, aliás nem sabem qual o nome da escola!
    Mas também não se preocupam, vão em todas as cartilhas
    o negócio é diversão, putaria e não to nem aí.
     
    Nos camarotes refrigerados, aliviados por bebidas geladas e ambientes prá lá de super confortáveis
    a turma feudal curte com os " que se divertem "
    Dançem mesmo dizem eles!
    Pulem a vontade! Sambem!Suem!
    Coloquem seu grito prá fora!
    Contem suas histórias a ritmo de bateria nota 10
    Cores, queremos cores!
    Bundas! Muitas bundas
    Gritem! Cantem!
    Beijem! Olha as camisinhas minha gente!
    Nos divirtam! Hoje nós permitimos!
    Até cantamos com vocês!
    Tolos! Tolinhos! Tolinhas!
    Entre lantejoulas e serpentinas nós os aprisionamos em suas misérias
    Voces se contentam com estes diazinhos de libertinagem e farra!
    Assim ficam quietos o resto do ano
     
    Carnaval? Ha, ha, voces não entenderam nada!
     

    Ô inferno essa Bahia!

    Carnaval não é mais coisa do diabo

       Os antigos diziam - principalmente as velhas carolas e a Igreja Católica -, que o Carnaval era coisa do Diabo. Era. Agora até o Diabo se escondeu ou foi passar uns dias no Litoral Norte ou na Ilha de Itaparica, pois nem Diabo aguenta tanta barulheira, com trios executando suas músicas com mais de 120 decibéis e os agentes de fiscalização fingindo que multam, mas quem sabe fazendo um acerto por fora – e eu li ou alguém me falou ou ouvi em algum lugar, que tem agente que ganha dos donos de trios para passar na frente do outro. Ô inferno essa Bahia!
      O Diabo quer mais é ficar longe da muvuca. Diabo sabe que se for atrás do Chiclete vai ser assaltado e levar porrada dos malhadões. Se for atrás de Ivete vai ficar doidão com aqueles pernões. Se for no trio de Cláudia Leitte vai ficar vendo ela dá umas e outras paradas pra tirar...leite...claro, para mandar via circuito para o filhote recém-nascido (e eu pergunto como é que com tanta agitação e tanto pulo o leite não vira manteiga ou requeijão cremoso).
      Se o Diabo decidir fazer algo ameno, como sair de mulher nas Muquiranas corre o risco de ser preso ou levar tiro, pois nos últimos anos o bloco foi invadido por policiais civis e é um perigo, pois qualquer pisão nos pés das "meninas" pode degenerar num tiroteio digno do Álamo; tanto que os antigos foliões já se afastaram.
      Mas o Diabo ficou abestalhado mesmo foi quando de passagem para seu retiro espiritual numa praia longe, ter visto de relance que o "Filhos de Gandhy" está parecendo com "Os Mascarados". Liberou geral e virou um afoxé GLS, para bem de todos e de todas. O que se viu dentro do bloco, na Avenida, como nunca se viu, foram os casais machos trocando beijos e, de mãos dadas, indo na cadência. Não podia ser diferente. Lembre-se que se hoje o grande barato do carnaval é beijar na boca – e não vale a qualidade do beijo, mas a quantidade, quanto mais bocas serem beijadas melhor – o pessoal do Gandhy já fazia isso há tempos. Saiba que os colares que eles levam no pescoço, sempre foram objeto de troca. Cada colar dado é um beijo recebido. Se bem que tenho um amigo que saiu com mais de cinqüenta colares no pescoço e na volta para casa estava com 52 colares. Não soube explicar.
        O Diabo, em sua sanha para fugir do carnaval saiu pelo Campo Grande e viu, para vergonha dos baianos que estavam com visitantes, um diretor do Cheiro discutir em cima do trio, com o pessoal técnico, pois parece que o caminhão não dava para passar entre um praticável da Saltur e um posto policial, momentos antes da saída do bloco no domingo à tarde.
        O Diabo, entretanto, ficou satisfeito com o bloco Pinel que marcou presença no Corredor da Vitória. Seus componentes regaram todas as árvores do trajeto, fazendo xixi sem o menor constrangimento, mesmo com uma bateria de sanitários químicos a poucos metros. E quando no meio da avenida o Capiroto se defrontou com um bloco de evangélicos? Foi o que bastou para o Diabo se mandar de vez e enviar release para as redações de jornais dizendo que esqueçam a máxima que diz que "O Carnaval é invenção do Diabo/...Que Deus abençoou". Tô fora, exclamou e ainda assinou:
      Atenciosamente, Belzebu.
    http://www.tribunadabahia.com.br/